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Blocos coloridos
  • Foto do escritorRenan Magoo

NÃO FUI EU, FOI MEU EU LÍRICO

Atualizado: 17 de mar.



Ao meu eu lírico, não fui eu. Foram gazes com microfonia flutuantes do trovadorismo serviçal. Minhas condolências, ó rei bufão.

 

"Ao Meu Eu Lírico...

 

Ahhh, minhas sinceras condolências seguidas de voadoras nas tetas do sacristão

Sua flatulência imperialista provou-se do Santo Ofício o ciúmes do rei bufão

Para a realeza um banquete de panquecas, vinhos e um mamilo em forma de pão

Talvez eu cante um lírico e traga a sorte caído no chão

 

A música não lhe traz frango frito nem abacate,

apenas senhoras roliças com cheiro de óleo queimado abrindo espacate

Já seduzi uma donzela de unha dura no Ocidente trovadorístico

E nem faz ideia da envergadura do Obelisco

Venha cortar as unhas duras com alicate e prova-te do meu tendão

Ora venha senhora pança do baixo clero com a cara no chão

 

Como conseguistes tal proeza de arrotar um porco espinho?

Tropeça na minha cara e sai rolando de fininho

A vassalagem da dondoca que exibe sua frieira

E eu cantando lírico para não dizer tanta besteira

 

Seria possível, ó rei bufão, cantar lírico como eu?

Que ecoa suas bufadas da nobreza ao plebeu

Já trovei do seu amor, da vergonha e traição

Meu eu-lírico agora canta no microfone essa canção"


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